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Papa: até o sofrimento, vivido em união com Jesus, é caminho para a santidade

Na Audiência Geral desta quarta-feira (08/04), Leão XIV abordou o tema da vocação dos fiéis à santidade, proposto no quinto capítulo da Constituição Lumen Gentium do Concílio Vaticano II. Ela não é um privilégio de poucos, disse o Papa, mas um dom que compromete os batizados ao seguir o modelo de Cristo através da caridade, do amor a Deus e ao próximo: "até o sofrimento, vivido em união com a paixão do Senhor, se torna um caminho para a santidade".

08.04.2026 | 3 minutos de leitura

Papa: até o sofrimento, vivido em união com Jesus, é caminho para a santidade

O Papa Leão XIV, em continuidade à reflexão da Constituição Lumen Gentium do Concílio Vaticano II, dedicou a catequese da Audiência Geral desta quarta-feira (08/04) ao quinto capítulo do documento sobre a vocação de todos à santidade, da qual o modelo é Cristo. Cada um de nós é chamado a viver na graça de Deus, disse o Pontífice, "praticando as virtudes e conformando-se com Cristo. A santidade, segundo a Constituição Conciliar, não é um privilégio para poucos, mas um dom que compromete cada batizado a procurar a perfeição da caridade, isto é, a plenitude do amor a Deus e ao próximo. A caridade é, com efeito, o cerne da santidade a que todos os fiéis são chamados".

 

Essa disponibilidade de testemunho, continuou Leão, se concretiza através "de sinais de fé e de amor na sociedade, comprometendo-se com a justiça", até estar pronto a confessar Cristo com o martírio. Mas todos os sacramentos, sobretudo a Eucaristia, "são alimento que promove uma vida santa", tomando Cristo como modelo que torna a Igreja santa, mas não necessariamente "plena e perfeitamente santa": "a triste realidade do pecado, isto é, em todos nós", exige-lhe a conversão, que faz parte da essência da vida cristã e não se reduz a um mero empenho ético. O convite é para que cada um possa "empreender uma séria mudança de vida, confiando-se ao Senhor, que nos renova na caridade".

 

As virtudes dos consagrados para a santidade

 

Nesta perspectiva, continuou a refletir Leão XIV, a Vida Consagrada desempenha um papel decisivo. O tema é abordado no sexto capítulo da Constituição Conciliar, ao explorar a união com Jesus realizada de modo radical através da pobreza, da castidade e da obediência:

 

"Estas três virtudes não são prescrições que aprisionam a liberdade, mas dons libertadores do Espírito Santo, pelos quais alguns fiéis se consagram totalmente a Deus. A pobreza exprime a plena confiança na Providência, libertando do cálculo e do interesse próprio; a obediência toma como modelo o dom de si que Cristo fez ao Pai, libertando da suspeita e da dominação; a castidade é a doação de um coração íntegro e puro de amor, ao serviço de Deus e da Igreja."

 

O caminho de santidade da Vida Consagrada

 

Ao acolher esses conselhos evangélicos como estilo de vida, disse o Papa, os consagrados "testemunham a vocação universal à santidade de toda a Igreja", manifestando plena participação na vida de Cristo até a cruz, sendo sinal profético de um mundo novo:

 

"É precisamente pelo sacrifício do Crucificado que todos somos redimidos e santificados! Contemplando este acontecimento, sabemos que não há experiência humana que Deus não redima: até o sofrimento, vivido em união com a paixão do Senhor, se torna um caminho para a santidade. A graça que converte e transforma a vida fortalece-nos, assim, em cada provação, apontando-nos não para um ideal longínquo como meta, mas para o encontro com Deus, que se fez homem por amor."

 

Fonte: Vatican News

 

Fotógrafo: Reprodução de imagem Vatican News

 
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